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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Poesia e música em São Miguel Paulista

Festival do Livro e da Literatura de São Miguel. Entre os dias 25, 26 e 27 de outubro São Miguel Paulista fez desfilar em suas ruas poesia, música e muita animação através da intervenção dos artistas locais e convidados. No centro do bairro da zona leste da cidade de Sâo Paulo aconteceu um amplo e significativo evento cultural. Debates, mostras, troca de livros também fizeram parte da programação do evento realizado pela Fundação Tide Setubal em parceria com outras iniciativas do setor público e privado. Eu estive lá e dei meu recado. Mais uma vez fico feliz em poder mostrar meu trabalho em uma região que me adota como mais um nesse universo da arte e da cultura. Vale a pena dar uma olhada no vídeo que faz um breve resumo dessa grande festa poética.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Show de Musica


O músico, poeta e compositor Zulu de Arrebatá vai se apresentar no ECLA - Espaço Cultural Latino Americano com o show "Vou ficar nu pra chamar sua atenção". O artísta vem de São Miguel apresentar seu trabalho com músicas de sua própria autoria. Vale a pena conferir. O ECLA fica na Rua da Abolição, 244 - Bela Vista as 21 horas

Convite: R$ 12,00

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ato pró-Estado Palestino

Um ato representativo da força que tem o movimento pró-Estado palestino no Brasil tomou conta do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo nesta segunda-feira (29). Saiba mais na reportagem de Luana Bonone...

Veja também na coluna ao lado o vídeo "A história de 200 anos em 2 minutos".

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um poema pra ontem

Eu preciso de um poema pra ontem
Um que me abasteça de certezas
Que me coloque em cheque as dúvidas
Que me esclareça as incertezas

Um poema pra ontem
Um projeto pra amanhâ

Eu preciso de um poema pra ontem
Um que me faça lembrar seu nome
E o sabor de seu corpo. Mesmo que insípido ainda seja pra mim

Um poema pra ontem
Um projeto de tempos atras

Eu preciso de um poema pra ontem
Um que me faça ter forças
Um que me faça ter farpas
Um que me ajude no regalo dos olhos dos incrédulos

Um poema material e palpável
Um projeto ousado
Um País soberano
Meu povo brincando

Eu preciso de um poema pra ontem
De quando eu nem era hoje
De quando eu nem era homem
De quando eu nem era par
De quando eu nem era pai
De quando eu nem era êxtase

Pra saber que serei
Pra saber quem sou

Eu preciso de um poema pra ontem
Para enxugar minhas chagas
Espremê-las sobre a discórdia
E ferir de vez a intolerância

Pra vencer meus inimigos
Para calar a boca dos ignorantes
Sem que lhes toque os lábios com o espinho das rosas

Eu preciso de um poema pra ontem
Pra hoje
Pra amanhã
Pra você
Pra ele
Pra ela
Pra eles
Pra todo mundo

Nem Fast nem slow
Apenas um poema pra ontem


Guiberto Genestra
Junho/2010

Algumas perguntas

Qual a luxúria maior que o amor?
Já que esse espanta obstáculos sobe a manta
Empolga fora cama
Brilha como o sol e como a lua na nossa varanda?



Qual o caminho melhor a seguir?
Pois sabemos já onde é o bosque das fadas
Caminho traçado por nossas mãos dadas
Em situações mágicas e inusitadas




O que pensar do destino?
Sem você e sua mão junto ao meu cabelo fino?
E o que sentir na hora de explodir?
Sem tua boca por perto a me pedir?
Qual o sentido da estrada?
Sem carreta, sem carga, sem namorada?
Não havendo alguém que me faça bem?
Sem o cheiro de você que minha pele já tem?
Sem você cujo nome rima nessa estrofe desse poeta menino?

Guiberto Genestra
Por toda minha vida/2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Porque votar em Dilma Rousseff?


Guiberto Genestra (*)


“O Brasil tomou uma decisão política de combater a fome e a pobreza”


A frase que abre esse documento foi extraída do texto de Mariana Viel, que faz uma análise sobre os oito anos de mudanças iniciados com o atual governo do presidente Lula intitulado “Exemplo de luta contra a pobreza”, publicado no portal www.vermelho.org.br. Esse projeto recebeu reconhecimento mundial quando citado durante 65ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em Nova York. Nesse sentido é possível avaliar que houveram de fato, durante esses oito anos de mandato, ações objetivas e concretas no que se refere ao combate à miséria e criação de mecanismos de distribuição de renda com base na riqueza produzida em nosso país.

Em sentido contrário ao anterior modelo de governo entreguista, privatizante e neoliberal protagonizados pelas classes dominantes e setores conservadores da política nacional, Lula deu início ao diálogo e a políticas de combate a miséria como não se havia feito no Brasil há mais de 40 anos. Entre 2003 e 2010, 31 milhões de brasileiros saíram da pobreza, 24 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema e 14 milhões de trabalhadores conquistaram emprego formal.

Mais do que números o que se observa no Brasil atual é o volume crescente de brasileiros que estão resgatando sua dignidade e confiança. Trabalhando mais e produzindo mais. Se durante as três décadas perdidas, iniciadas no final dos anos 70 e avançando pelos anos 80 e 90, persistindo até a eleição de Lula em 2002 para o seu primeiro mandato, o povo brasileiro viveu a mercê de graves crises financeiras e estruturais. Arrocho salarial e consequente perda do seu poder de compra.

É inútil e descabido tentar negar que houve recuperação não só da economia e dos setores produtivos em todo o país, bem como do salário. Além da manutenção das garantias trabalhistas constantes na CLT, que ha muito é alvo de especulação para que tenha seu conteúdo alterado ou mesmo a supressão de alguns direitos.

Com efeito onda crescente de consumo que incentiva a produção se reflete nas indústrias automobilística, de tecnologia, na construção civil, bens duráveis e de serviços. Revela-se como primeiro e mais emblemático reflexo das políticas adotadas pelo atual governo, a fim de valorizar o trabalho e os instrumentos que gerem a economia interna. Permitindo inclusive que o Brasil superasse, sem grandes perdas, mais uma crise cíclica do capital originada nos EUA e que se espalha por toda a Europa penalizando mais uma vez a classe trabalhadora daqueles continentes.

A política de redistribuição de renda, proposto pelo governo democrático-popular de Lula beneficia atualmente 12,5 milhões de pessoas, através do programa “Bolsa Família”. Ferozmente criticado pela cúpula burguês-conservadora que insiste em dizer que se trata apenas de um programa de política compensatória, o que no todo não é um erro, mas que não “... ensina a pescar, apenas oferece o peixe”. Nas palavras do ex-ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias “Ensinar a pescar não nos impede de cumprir com o nosso dever de dar o peixe a quem está com fome”. O que me leva a concluir que melhor é fazer isso do que não fazer nada.

Nesse mesmo tom, ao adotar políticas públicas voltadas às necessidades do povo brasileiro em geral, o projeto implementado por Lula, tendo a frente a então Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff elevou a possibilidade de homens e mulheres em idade escolar a cursar uma universidade, até então possibilidade restrita apenas as classes médias e ricas; incentivou e consolidou o SUS – Sistema Único de Saúde, reconhecido por órgãos mundiais como a OMS (Organização Mundial da Saúde); colocou em prática o programa Luz Para Todos que beneficiou até março desse ano 11,4 milhões de pessoas; realizou entre 2003 e 2010 as Conferências Nacionais abordando temas como cultura, cidadania, comunicação entre outros temas. Agenda que contou com a participação de mais de 4,5 milhões de pessoas diretamente e que culminou com a interferência direta na apresentação de projetos de lei encaminhados a câmara de deputados e ao senado federal; promoveu o reconhecimento do Brasil como estado soberano, laico e defensor do diálogo entre os povos e pelo fim das políticas bélicas e de agressão capitaneados pelos EUA e sua política de ocupação; fortaleceu os laços de irmandade e de acordos bilaterais entre os países da América Latina, fazendo o mesmo com economias de países como China, África, Japão entre outros. O que nos permitiu manter nossa economia interna estável e atraente para o investimento externo, diminuindo o risco Brasil a níveis jamais vistos em nossa histórica democrática.

Não é possível negar que o Brasil de hoje é bem diferente do que o país herdado por Lula em 2002, onde havia um grave quadro de desequilíbrio monetário e o abandono das políticas públicas e de desenvolvimento. Afirmo com toda convicção que meu senso crítico me permite que há muito ainda o que fazer e que estamos longe de um modelo ideal de economia que contemple todos os membros dessa nação e possa erradicar a miséria, promovendo igualdade e justiça social. Entretanto afirmo também convicto de que esse governo mostrou que é perfeitamente possível mudar a forma de governar, rasgando de vez a cartilha do receituário neoliberal e promíscuo praticado pelos vende-pátria. Aqueles que elevaram a voz contra o povo e se subordinaram durante décadas à vontade das grandes potencias capitalistas interessadas apenas em extrair do nosso povo sua mais-valia, nossas riquezas naturais e nossa honra.

Pelo fim da barbárie capitalista e a hegemonia do ter!
Pelo fim da exploração do homem pelo homem!
Pelo direito à autodeterminação dos povos
Pela liberdade e o respeito à mulher
Pelo fim às guerras e pela liberdade aos meus irmãos da Palestina ocupada e povos oprimidos!
Pelo fim do preconceito e qualquer tipo de segregação racial
Pela reforma agrária e o fim do latifúndio no Brasil
Por um país laico, justo e soberano!

Por esses e outros motivos meu voto é Dilma 13. Porque somos o país protagonista de um novo tempo. E nossa participação nas decisões e nossa responsabilidade em cobrar os resultados não podem se assumidos por outros. Somente por nós mesmos!

Para o Brasil continuar avançando!
Vote 13
Vote Dilma Rousseff para primeira presidenta mulher do Brasil


(*) 46 anos, cursou até o segundo ano da Escola de Sociologia e Política de SP, membro da direção do PCdoB-CD Norte, formador social, programador de computadores e poeta.

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