Quem vê o Blog do Guiba ou Guiba do Blog?

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Clones do Guiba ou Guiba’s day...

...ou como preferirem. Os amigos da St Nichoas School, Fábio e Daniel abraçaram a idéia de trabalhar na última sexta-feira do mês de novembro  caracterizados como “Guiba”. Providenciei o emprestimo de dois coletes sociais, ficando por conta deles a camisa branca, calça preta e o bom humor. Os demais funcionários da escola, acostumados ao meu estilo anos 20 ou 30, ficaram surpresos ao verem desfilando pelas dependencias da escola tipos parecidos ao Guiba. Logo não faltou aos mais afeiçoados à nossa equipe de brincalhões do IT – Department (Departamento de Informática e Tecnlogia) a oportunidade de posar para a foto junto com os três “Guibas” soltos naquela sexta-feira

Tornou-se  comum entre os membros do IT-Department promover brincadeiras sadias e com muita descontração afim de quebrar um pouco a rígida rotina das roupas sociais e uniformes utilizados durante o ano letivo. Na agenda mensal da escola é reservado a última sexta feira do mês para o “Casual clothers day”  - roupa ou uniforme casual. Nesse dia também é feita a arrecadação de doações para projetos sociais em apoio a entidades como “Casa do Zezinho”.

As peripéicas desses funcionários não param por ai! Em junho desse ano eu, Daniel, Fábio, nosso header do departamento Mr Hicth e o professor de geografia George McCombe produziram e apresentaram o Village People cover em jantar de encerramento do ano da escola. Você poderá ter acesso aos 

depoimentos (absurdos), ensaios (estanhos)  e a íntegra da apresentação realizada no Centro Britânico na página do Youtube.

E penso que isso é só o começo. Virá mais por ai! Até breve...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Comunicado dos 65 PCs reafirma: ''Socialismo é a alternativa''

''Com a participação de 65 Partidos Comunistas e Operários, de 55 países de todas as partes do mundo realizou-se com êxito na cidade de São Paulo, Brasil, entre 21 e 23 de novembro de 2008, o 10º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, tendo como anfitrião o Partido Comunista do Brasil.


Os Partidos fizeram uso da palavra, pronunciando-se sobre o tema geral do Encontro: “Novos fenômenos no quadro internacional. Contradições e problemas nacionais, sociais, ambientais e interimperialistas em agravamento. A luta pela paz, a democracia, a soberania, o progresso e o socialismo e a unidade de ação dos partidos comunistas e operários”. Os textos destas intervenções serão publicados na íntegra pelo Partido anfitrião e pelo Boletim Internacional. 


O 10º Encontro possibilitou um importante intercâmbio de idéias entre os partidos presentes.   O 10º Encontro dos Partidos Comunistas e Operários recebeu uma mensagem do presidente da República Federativa do Brasil, companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, expressando “reconhecimento à luta de todos vocês em defesa dos trabalhadores e do povo pobre” e a “seu empenho pela construção de uma nova ordem econômica internacional”. O 10º Encontro se realizou em meio a uma grave crise do capitalismo, tema que freqüentou o conjunto das intervenções. Elas ressaltaram, como ponto comum, a natureza estrutural e sistêmica da crise, fenômeno próprio do desenvolvimento capitalista, que foi intensificado pela financeirização neoliberal que marcou o capitalismo nas últimas décadas. A crise atual demonstra a completa falência e o colapso do neoliberalismo. Mas não representa o fim automático do capitalismo; ao contrário, as burguesias dos países centrais tratam de pôr em marcha uma operação de “salvação” do capitalismo. Tais medidas não darão um rumo virtuoso ao sistema; pelo contrário, visam fazer com que os trabalhadores paguem novamente a conta da crise.

A crise do capitalismo deita por terra a proclamação do capital, de que a contra-revolução de 1989-1991 seria definitiva e irreversível. Ela expressa e patenteia os limites desse sistema social e a necessidade de sua superação revolucionária.    Sobre a questão da crise do capitalismo, os 65 partidos lançaram a Proclamação de São Paulo que aponta que o socialismo é a alternativa.  Muitos partidos destacaram, como fato positivo, a crescente contestação à hegemonia norte-americana sobre o planeta, e que o mundo ingressa numa etapa de fortalecimento da luta antiimperialista, pela independência, desenvolvimento e progresso social dos povos e das nações. 


Nesse sentido, alguns Partidos destacaram a importância do surgimento de novas coalizões de países em desenvolvimentos, tais como, por exemplo, o IBAS, fórum trilateral que reúne Índia, Brasil e África do Sul e as reuniões regulares dos BRIC’s (Brasil, Rússia, Índia e China), como expressões de uma revigorada unidade sul-sul. Para os Partidos Comunistas e Operários, a crise reforça a necessidade de pôr em primeiro plano a transição ao socialismo, e de intensificar a luta de idéias junto ao povo, num momento em que os limites do capitalismo vêm à luz.   Os partidos presentes ressaltaram o simbolismo e a importância de o Encontro ocorrer pela primeira vez na América Latina, marcando a internacionalização dos processos destas reuniões anuais, e tendo em vista que esta região se tornou um importante pólo de resistência antineoliberal e antiimperialista. O 10º Encontro aprovou uma Declaração em Solidariedade aos Povos da América Latina,  celebrando o ascenso das lutas populares e as vitórias alcançadas por forças democráticas, progressistas e antiimperialistas, entre elas os comunistas.


O 10º Encontro também expressou grande preocupação com a explosiva situação atual do Oriente Médio representada pela tentativa de reconfiguração da região por parte do imperialismo norte-americano, pela guerra de ocupação do Iraque e a continuada opressão de Israel contra o povo palestino. Os Partidos presentes chamaram a atenção para a crise humanitária em Gaza, provocada pelo cerco israelense e exigem seu fim, bem como a eliminação do muro de separação racial e dos assentamentos israelenses ilegalmente construídos. No que diz respeito à ação unitária dos comunistas, dentre outras iniciativas, foi proposto que se organize uma Jornada de ações e debates sobre crise do capitalismo; também se definiu pela realização de uma campanha de solidariedade a Cuba, por ocasião dos 50 anos da Revolução Cubana; foi proposto ainda que se realize uma campanha contra a Otan, por ocasião dos 60 anos de sua fundação; por fim, propôs-se que os Partidos organizem caravanas de solidariedade à Gaza, na Palestina. 


Os delegados dos 65 Partidos Comunistas e Operários participaram de um ato público em solidariedade à luta dos povos da América Latina. Ali puderam expressar sua solidariedade internacionalista, confraternizar com a militância comunista e ouvir representações de outras forças políticas progressistas e movimentos sociais brasileiros. 

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

São Paulo 1 x Júizo 0

A diretoria do São Paulo Futebol  Clube presenteou o candidato eleito, Gilberto Kassab do DEM (ex-PFL) com camiseta comemorativa alusiva à sua vitória sobre Marta Suplicy (PT). Produzida especialmente para o prefeito são-paulino. Leva o seu nome às costas e tem o número 60,72%, referente ao número de votos válidos recebidos nas urnas paulistanas conforme divulgado pela internet.  

A que ponto chegamos! Ou a que ponto iremos chegar? Pessoalmente tenho grandes amigos e amigas que são-paulinos, não só votaram na candidata Marta Suplicy como tem motivos e conhecimento o bastante para saber o que representa a vitória conservadora do candidato do DEM na cidade de São Paulo. O feito da diretoria são-paulina foi no mínimo de mau gosto, tacanho. Sem dizer que trata de uma das mais débeis atitudes contra o esporte brasileiro. Corinthianos, São Paulinos, Flamenguistas, Palmeirenses, Vascaínos...etc são agremiações, clubes formado por homens e mulheres que unidos em torno do escudo e da hitória de seu time para torcer, ir ao estádio, levar os filhos e festejar vitórias ou sofrer com as derrotas. Acho que já é o bastante ver no futebol a insígnia do merchandising que associa futebol ao consumo de bebidas ou a conquista de belas mulheres.

Agora o fim da picada! Se o que vale aqui é dar cara e forma ideológica aos times de futebol, no país do futebol, então que tratemos logo de criar o Comunistas Futebol Clube e, claro, construir um estádio com a forma de foice e martelo. Abriremos cada partida com dois hinos. O brasileiro e a internacional. Seria o máximo! Do outro lado por sua vez teríamos o estádio do Neoliberal Futebol Clube que bem pode ter seu estádio construído com dinheiro da elite na forma de cifrão que indica unidade monetária e a razão da existência desse simulacro chamado capital. Sua torcida seriam os apoiadores do DEM e conservadores de plantão que nesse momento vislubram um fértil território para cultivar caminho para 2010. Será que o próximo candidato conservador a presidência da república será são-paulino?

E como se não bastasse o goleiro do São Paulo, Rogério Ceni encontra coesão nesse ato insano e desprovido de qualquer respeito à equipe ou bom senso. É que o são-paulino tem por hábito desferir críticas ao governo Lula, sobretudo ao projeto Bola Família que, segundo ele: “é muito legal se for o complemento do salário de um cidadão brasileiro’, mas estaria sendo um incentivo para que a população pobre não procure emprego.” Interessante!

Em primeiro lugar: que salário? Se boa parte da população brasileireira economicamente ativa esteve fora dos bolsões de emprego amargando perdas irrecuperáveis ao logo de pelo menos três décadas de governos entreguistas. Em segundo lugar: quem pode falar de trabalho se vive de especular a bolsa e as mamatas a expeculação financiera, vivendo confortavelmente da exploração (ou será expropriação) da força de trabalho do cidadão homem ou mulher? Esse indíviduo sabe realmente o que significa trabalho? E por último peço ao Rogério Ceni, à diretoria do São Paulo Futebol Clube e a qualquer cidadão do bem ou do mau que leia na íntegra matéria do Le Monde de 18 de setembro de 2008 que exalta e enche de elogios a “mais bem-sucedida das iniciativas sociais do governo Lula: o programa ‘Bolsa Família’”. De acordo com o tradicional diário francês, “o Bolsa Família acabou juntando diversos mecanismos de ajuda. Ele é atualmente o maior programa em todo mundo de transferência de dinheiro em proveito de famílias pobres”.           

Bem aí sabemos que quando são criados programas de redistribuição de renda de fato estamos ainda longe da extinção das políticas compesatórias. Mas como bem observado pelo jornal francês o Bolsa Família nasceu verde, com erros e que foram corrigidos com o tempo. Mas esse negócio de destinar dinheiro aos pobres incomoda muita gente. E a mimo que incomoda e deveria incomodar a todos é ver uma galera insana pelejando para descaracterizar a luta pela emancipação do homem trabalhador e dar cara ideológica ao esporte. Instrumento esse que deve levar o homem ao caminho de uma vida mais duradoura e saudável, permitir a competição, alcançar objetivos através da vitória justa e merecida e ostentar na camiseta seu simbolo, suas estrelas e sua história mas não a propaganda viscosa e sem graça da direita conservadora. Aos amigos são-paulinos de esquerda toda minha consideração e respeito. Aos promotores dessa piada de mau gosto um alerta! Não queiram também destruir o grande e honrado patrinômino do nosso esporte, alcançado com tanta luta e dedicação. Querem pessoalmente apoiar tal ou qual candidato. Por favor, façam-no como manda o direito democrático de livre escolha. Mas não joguem na lama a história do São Paulo ou de qualquer equipe seja de futebol ou de bolinha de gude!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O bom time a casa torna

 

Para os apaixonados e mesmo para os “simpatizantes”, e eles não são poucos, o Sport Clube Corinthians Paulista, time fundado em 1910, viveu talvez em sua história de quase um século momento mais desastroso e ao mesmo tempo excitante de todos os tempos. Rebaixado para a série B do campeonato brasileiro o Timão vivenciou até o fim o capítulo mais tempestuoso e desconfortável de toda sua tragetória.

        Em dezembro de 2007 depois de empatar com o Grêmio lá no sul em 1X1 o Corinthians viveu seu maior vexame e fez sua torcida chorar. Diante de uma direção que ultrapassou a incopetência administrativa para alçar vôo pelos obscuros caminhos da corrupção revelando até mesmo a hipótese de lavagem de dinheiro o Timão faliu moral e financeiramente. O resultante das contratações milionárias com o intuíto de criar um super-time não foram o suficiente para manter o time na primeira divisão. Denunciados por corrupção Alberto Dualib e o vice-presidente, Nesi Curi, foram afastados e investigados por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro além do surgimento de denúncias na imprensa de suborno a fiscais da Receita Federal e pagamento de atletas do clube por meio de contas fora do país, uma forma de sonegar impostos. Em agosto desse ano através de Assembléia Geral o clube aprovou com 762 votos a favor e 73 conta, o novo estatuto que tem como principal mudança a eleição direta para presidente. Iniciou-se aí a primeira grande mudança onde a escolha dos dirigentes do clube será feita pelo associado.

                Em campo o time do Corinthians mostrou que é possível mudar e dar novos ares a recente e triste história do time dado fim ao sofrimento da sua fiel torcida que em momento algum abandonou a equipe. Voltou a elite do brasileirão com seis rodadas antes do fim do torneio, mantendo-se 11 pontos na frente do segundo colocado. Fez partidas memoráveis mesmo que considerando a gritaria dos críticos e anti-corinthianos afirmando ser esse torneio seria uma “baba”. Mano Menezes por sua vez assumiu um time sem perfil, desarticulado e sob o peso do rebaixamento ainda latente na memória alvi-negra. Chegou à final da Copa do Brasil depois de uma partida emociante da semi-final contra o Botafogo no estádio do Morumbi onde reuniu nada mais do que 64 mil corinthianos afinado em coro uníssono “Aqui tem um bando de loucos....Loucos por ti Cortinthians...”. Não sei qual número era eu. Mas eu estava lá e entre lágrinas e o exercício interminável de felicidade vi meu time ir à final. Infelizmente não conquistamos o time e fomos derrotados diante de um Vitória competente e aplicado em campo. Nos faltava muito ainda para ganhar. De qualquer forma esse momento mostrou com propriedades a capacidade de reorganização e a motivação necessária que o técnico precisava para montar uma equipe mediana e com capacidade para enfrentar os desafios da série B com determinação e a certeza de que já no ano de 2009 estaríamos de volta.

                Voltamos! Cá estamos nós debruçados sobre a mesa de estratégia para lutar por um lugar mais alto na história dos grandes clubes como São Paulo, Palmeiras, Vasco, Flamengo, Santos, Internacional, Grêmio e tantas outras respeitáveis equipes. Penso que, ao contrário do que se diz sobre nós corinthianos e sobre o nosso Corinthians temos história sim. Uma história que alcançou vôos inesquecíveis e viveu derrotas como parte do seu ensinamento. Seja lá como for tenho a certeza de que já somos eternamente vencedores. Nosso hino é cantado com orgulho, nossa bandeira é respeitada por aqueles que amam nosso símbolo. E nossa história é feita, refeita, revisada e cantada em prosa e verso em todos os cantos do Brasil porque Corinthians é mais que um time. É uma grande família composta em grande parte por gente humilde e trabalhadores do campo, das cidades e também agrega em sua arquibancada mágica políticos, intelectuais e esportistas das mais variadas modalidades. Por isso e por muito mais, seja lá qual for a série; A, B, C...Z, não me nego, não omito e digo, grito, reflito em todos os  tons, com toda força em todas as notas que minha voz puder alcançar. Corinthians EU TE AMO! Bom time seja bem vida a sua casa. Bom retorno e que venha o centenário do clube mais amado do Brasil!

The Big (Bad) Wolf at St Nicholas School

Roqueiro, músico, compositor, apresentador de programa de televisão, figura polêmica por excelência Lobão esteve em visita à St Nicholas School no último dia 30 desse mês. Durante aproximadamente hora e meia alunos e professores da escola fizeram  perguntas ao artista. Em tom de inigualável descontração Lobão preferiu suas pérolas e animou os presentes com suas tiradas. Mas isso só depois de equalizar o som da caixa para melhor ajuste do microfone.

Lobão lembrou de episódios como o das eleições de 89 quando apoiou publicamente o candidato Lula durante participação no Programa do Faustão na Rede Globo de televisão em pleno dia de eleição. Isso quase fez com que a emissora saísse fora do ar por configurar crime eleitoral. Pessoalmente assumido pelo cantor para delírio dos presentes. Lembrou que o episódio o manteve afastado da tela global por mais de onze anos. Fez críticas ao atual governo, hoje presidido por Lula e também ao ex-ministro da cultura Gilberto Gil. Disparando democraticamente suas críticas foi de Daniela Mercury a Chico Buarque deixando claro seu inconformismo pelo estado letargico das coisas da política e da cultura no nosso país. Nesse mesmo embalo, questionado sobre suas posições políticas Lobão foi claro..”Sou baterista, e por esse motivo vivo em constante alternância entre direita e esquerda...”  satirizando o tema e fazendo referência à sua formação musical inicial.

Lembrou da sua participação como baterista na primeira formação da banda Blitz, dos desafios da produção independente e, ao responder-me sobre o pagamento do “Jabá” a emissoras de rádio e TV para divulgação do lixo cultural como Axés e Calypsos, Lobão afirmou que hoje esse quadro permanece o mesmo. Ou seja, nada mudou! Sou obrigado a concordar. Afinal...ligue seu rádio e ouça. Ligue a televisão no “domingão” e assista. Se for capaz, é claro. Pois eu não sou! E, se for inteligente o bastante, desligue a tv, leia um livro.Lobão é autêntico e como já disse polêmico. Penso que fruto do que ele é. Ativo, incorfomado e dinâmico. Avalia e faz análise sobre as coisas sob a ótica do Rock'n Roll. Rítimo acelerado, questionador, brigador que ergue bandeiras e luta por transformações radicais. Nasceu no Rio de Janeiro que, segundo ele, hoje é terra de Bossa Nova e Funk. Vive atualmente em São Paulo e afirma que aqui o rock possui bom espaço para trabalhar e divulgar sua produções além do que muitos são os roqueiros importados por sampa como Pitty e Cachorro Grande entre outros. Sejam todos bem vindos!

Sou seu fã, sempre fui.  Ainda me deixo embalar por “Chove lá fora. E aqui tá tanto frio. Me dá vontade de saber...”. Saber onde está você e onde estão as respostas para tudo, sobretudo, nós filhos da geração 80. E como todos também sou possuidor de uma “Vida Bandida”, vou “Chorando no Campo” e a chuva também me dá saudade de um lugar que eu nunca fui.  Mas nem por isso concordo com tudo que Lobão diz ou pensa. Admiro sua coragem, seu destemperamento social que rompe as regras e cria em torno de si uma figura emblemática, talentosa. Jamais dono da razão, mas um pensador. E, quem dera tivéssemos pensadores e figuras polêmicas para cutucar o que está pasmo e tocar no que é insensível pra ver se as coisas mudam.

Questionado se era ou ainda é usuário de drogas Lobão preferiu não responder a essa pergunta limitando-se a dizer que drogas não fazem bem e que essa era uma resposta polida nos moldes do Lobão. Nas entrelinhas propõem então que haja em algum momento no seio fechado da sociedade espaço para que o assunto seja amplamente debatido e quem sabe tratado de forma mais respeitosa e menos espartana. Penso!

Fiz tietagem, peguei autógrafo e me vi fotografado ao lado de um ídolo da adolescência não muito recente. Por isso um obrigado especial ao professor Anderson Costa, figura impar nessas novas experiências por mim vividas e responsábel pelo evento, à St Nicholas School que abre suas portas para o inimaginável Lobão e a todos os colegas que colaboraram para que a visita desse personagem tão nosso e tão brasileiro pudesse ser o sucesso que foi.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Eleições 2008 - Segundo turno. É preciso saber...

Eu tinha aproximadamente seis ou sete anos de idade quando acompanhava meu pai ao chegar do trabalho depois de trabalhar a noite toda com metalúrgico em uma empresa próxima de nossa casa na zona sul de São Paulo ao bar-mercearia de velhos conhecidos. Lá meu pai costumeiramente tomava uma dose de cachaça antes de retornar para casa, almoçar e descançar. A noite retornaria para o trabalho. Lembro-me bem das inscrições fixadas na parede daquele bar-mercearia bem como em supermercados, lojas, lanchonetes, farmácias, postos de gasolina além de prédios públicos com o seguinte dizer: “BRASIL, AME-O OU DEIXE-O”.
A frase era um recado da propaganda do governo militar, anti-democrático que havia alcançado o poder depois do golpe de 64 e dado inicio ao período de chumbo na história política desse país consolidando cada vez mais seu poder e sua ira contra os movimentos sociais organizados através de Atos Institucionais. Cassou direitos individuais, dissolveu e promoveu a caça e o extermínio desses movimentos, de personalidades políticas e de intelectuais que não compactuavam com a agressão aos direitos do cidadão.
O tempo passou, meu pai se foi e o Brasil mudou. Ainda estamos longe de ser a nação que podemos ser. Não somos mais uma nação dominada pelo crivo de forças armadas ou por qualquer outro segmento organizado da sociedade.  Vivemos ao longo desses últimos quarenta anos transformações significativas e que refletem hoje na política e na economia e em vários setores o reflexo do que foi a luta pela democracia, pela retomada dos direitos constitucionais e pela certeza de sermos uma grande nação.

No último dia 13 desse mês a candidata Marta Suplicy do Partido dos Trabalhadores (PT) que tem como candidato a vice em sua chapa o Deputado Aldo Rebelo do Partido Comunista do Brasil (PcdoB) concedeu entrevista em uma sabatina realizada pela empresa jornalística Folha de São Paulo. Como é de costume a grande imprensa procura criar fato sobre questões que jamais alançam relevância para a campanha numa cidade como São Paulo.

Durante a entrevista concedida à Folha, Marta foi sucessivamente questionada se não estaria praticando ato de preconceito contra o candidato do DEM ao indagar sobre sua vida pessoal. Se era casado, solteiro, etc. O que na verdade, cabe aqui lembrar, a propaganda veículada na tv em horário eleitoral procura fazer com que o eleitor se dê conta de que o Sr Gilberto Kassab sempre esteve, como esta nesse momento, ligado umbilicalmente aos setores mais conservadores e promotores do retrocesso político, cultural, econômico do nosso país. Os mesmos partidos que apoiaram golpes militares, foram cúmplices na constituição de um estado sombrio, de direitos caçados, de nenhuma liberdade de expressão  e que hoje se organizam para se manter no poder. Não usam mais as mesmas armas, os mesmos tanques ou mesmo a tortura física como nos anos de chumbo.

Utilizam-se agora da máquina administrativa, da propaganda engonosa e marqueteiros a fim de iludir o eleitorado e fazê-lo pensar que o candidato do DEM, que foi secretário de planejamento de Celso Pitta e organizador do “Fica Pitta” quando esse estava sendo investigado pelas inúmeras irregularidades e denúncias de sua gestão, é pessoa preparada e ou comprometida com os anseios da população mais pobre da cidade de São Paulo. Marta exibiu durante  debate realizado na Rede Bandeirantes todos os despachos enviados pelo então Sr Prefeito dando conta de seu veto a projetos de carater social.

Não consigo imaginar prova maior de incompetência e do descaso de um candidato com questões de suma importãncia para a melhoria da qualidade de vida da população da cidade. Isso sem comentar aqui mais profundamente sobre o descalabro de dizer que construiu hospitais durante sua gestão quando que na verdade essas obras haviam sido iniciadas na gestão Marta Suplicy.

Todavia caros leitores do meu humilde blog o que compete aqui não é personalizar a eleição e votar no candidato mais bem casado ou mais bonito(a). Mas sim no candidato que além de preparo possua hitórico político. Marta tem e seu vice também tem. E mais. É preciso dar fim ao personalismo. Mais importante do que isso é o projeto político ao qual o candidato esta ligado. Não será apenas Marta a administrar nossa cidade. Será o PT juntamente com os partidos que formam sua base de apoio na coligação “Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT, PCdoB, PSB, PDT, PRB e PTN) . Partidos que em seu seio dirigem diretamente movimentos sociais ligados à moradia, saúde, segurança, questões de gênero, qualidade de vida, ecologia, desenvolvimento urbano.

O que não da é engolir de graça uma figura que concorre diretamente para ver quem leva a cidade de São Paulo para mais quatro anos sem projetos sociais de redistribuição de renda, sem formação técnica, sem atendimento adequado na saúde e no transporte. Por isso pense, procure seus amigos, crie grupos de discussão, leia, reflita, pesquise e faça um bom segundo turno com Marta Suplicy prefeita de da cidade de São Paulo!

Forte abraço a todos e todas!

A melhor de todas explicações do complexo mercado financeiro


A crise americana reflete negativamente em escala mundial. Tanto que nesse momento a comunidade européia se prepara para destinar somas incontáveis de recursos financeiros provenientes da classe trabalhadora para salvar pobres bancos e seus pobres banqueiros. Afinal gente acostumada a acumular lucros astronômicos todos os anos, seja qual for o quadro político ou econômico na esfera terrestre, não pode pensar na possibilidade de ter seu elevado grau de vida comprometido.

Todavia no Brasil esse reflexo não tem se mostrado danoso na medida em que seria se nosso governo tivesse se submetido aos novos instrumentos neocolonizadores como ALCA, tornando-se assim dependente da ciranda nefasta do capitalismo especulativo. E no meio dessa encrenca toda fica o povo humilde sem entender nada. E pior! Ainda há aqueles que se iludem em comparar os EUA ou países da Europa como o lugar das grandes oportunidades, o berço da liberdade ou o “Eldorado” das riquezes. 

Abaixo texto que circula pela internet e que achei simples, objetivo e curioso. Além de engraçado. Serve um pouco para tentar entender como a crise foi gerada e o que ela significa diretamente para quem as criou.

Abraço forte a todos e boa leitura!

(No destaque Charge de Pater para A Tribuna)

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Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é que gerou a crise americana, segue breve relato econômico para leigos: 

O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça 'na caderneta' aos seus leais fregueses, todos bêbados e quase todos desempregados. Porque vender a crédito pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito). O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento do seu Biu tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS, putzgrila ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer. Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países. Até que alguém descobre que os bêudos da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. 

E toda a cadeia sifu. 

Vídeo