

Passei por aqui e fiz uma faxina. Na realidade nada foi excluído. Apenas repaginado. Seja bem vindo ao meu blog!


O file Olga, exibido recentemente durante atividade de formação do PCdoB em sua sede na zona norte de São Paulo promoveu, antes mesmo do final da exibição, caloroso debate sobre a história da militante comunista, bem como sobre a produção de Jayme Monjardim baseado no livro de Fernando Morais.
Segundo o jornalista e professor da USP e UFRJ Emir Sader em seu artigo publicado no sítio do NPC (Núcleo Piratininga de Comunicação) sim. Olga Benário nasceu em Munique no dia 12 de fevereiro de 1908 e foi assassinada na cidade de Bernburg, 23 de abril de 1942 em câmera de gás de campo de concentração nazista. foi jovem militantecomunista alemã, de origem judaica. Veio para o Brasil na década de 30, por determinação da Internacional Comunista, para apoiar o Partido Comunista do Brasil. Destacada como guarda-costa de Luís Carlos Prestes, tornou-se sua companheira, tendo com ele uma filha, Anita Leocádia Prestes. Por que Olga incomoda? Leia abaixo o texto de Emir Sader.
Olga incomoda porque revela a vida de militantes, de gente que optou por entregar o que têm de melhor pela revolução, pela luta anticapitalista. E incomoda – sobretudo os que vivem de interesses, de lucros, de prestígio, de honrarias, de ganhos imediatos, de poder – saber que outro tipo de vida e de valores é possível, dedicado a verdadeiros ideais. Olga incomoda talvez por mostrar Fernanda Montenegro, nossa principal atriz, dando vida à mãe de Luis Carlos Prestes, o mais conhecido dirigente comunista brasileiro. Talvez incomode ouvir a Internacional, em variados arranjos, inclusive como tema de fundo das cenas de amor dos revolucionários.
Núcleo Piratininga de Comunicação
O ataque descomunal proferido contra a cidade de Gaza na Palestina promoveu os seguintes números: Vítimas 1.300, feridos 5.450. Dentre os mortos cerca de 400 são crianças, 108 são mulheres e 120 idosos. 14 mortos trabalhavam em equipes de socorro, somando ainda aos quatro jornalistas e 5 estrangeiros (entre eles dois funcionários das Nações Unidas). A destruição de prédios, hospitais, escolas casas e até de um cemitério. O episódio lembra com todas as cruéis propriedades o que foi o holocausto judeu durante a segunda guerra e a perseguição nazi-facista que atingiu também homossexuais, deficientes físicos, negros e qualquer outro que não fosse considerado “puro” na sua origem de raça. Fui à exposição de fotos no Centro Cultural Árabe-Sírio intitulada “Ghaza no Coração” e também tive o prazer de acompanhar a palestra de Socorro Gomes, presidenta da CEBRAPAZ – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz. Penso que comentar mais detalhes sobre o que aconteceu em Gaza não irá nem de longe traduzir o que lá aconteceu.A foto da garota com supostamente seus irmãos me faz recordar a mesma necessidade. Lembro-me quando garoto vez ou outra acendia velas para compensar a falta de luz. -lá pelos idos de 70 - não raro o sistema de distribuição de energia da época pifava. Um incômodo suportável naquele tempo.A garota palestina também acende uma vela. Por que? Para que? Se minhas lembranças vem dos 70 quais serão suas lembranças de 2009? Por isso peço atenção a algumas fotos que “infelizmente” divulgo nesse blog a fim de que meu caro amigo e leitor possa refletir sobre como e o que podemos fazer para que isso não mais se repita. Segundo o relator especial da ONU sobre a situação de Direitos Humanos em Gaza, Richard Falk Israel cometeu crimes de guerra em sua última ofensiva contra o território palestino. "A evidência da violação da lei humanitária é tão clara que não tenho nenhuma dúvida da necessidade de uma investigação independente que demonstre que Israel cometeu crimes de guerra"
Curioso da vida, passei algum tempo pesquisando um pouco mais sobre futebol. Não me preocupei em encontrar definições etmologicas sobre esse tema tão apaixonante. Mas o que essa pratica esportiva de carater coletivo e de massa representa no seio das sociedades. Sim, sociedades e no plural, uma vez que o futebol, a exemplo de várias outras modalidades esportivas, tornou-se popular e elo de convivência entre a população de um país e povos de todo o mundo. No Brasil mais especificamente, segundo alguns estudiosos o futebol nos fornece uma espécie de mapa cultural, uma representação metafórica que nos auxilia na própria compreensão do que somos enquanto seres sociais. Diz Roberto DaMatta “no caso brasileiro, foi indiscutivelmente através do futebol que o povo pode finalmente juntar os símbolos do Estado nacional (a bandeira, o hino e as cores nacionais). Elementos esses apropriados no passado pela elite e pelos militares”. Já o cientista político Luis Fernandes considera o futebol “...um dos pilares da nossa identidade nacional”, avaliando que “...a democratização do futebol, materializada na ascensão de jogadores negros e mestiços, permitiu qu esse esporte viesse a ocupar posição central na construção da identidade nacional”.
No estado de São Paulo esse processo dinâmico e constante de formação da identidade sócio-cultural dos paulistanos ganha a cada dia, a cada ano e a cada torneio realizado sempre grande dimensão. Seja no campo econômico onde há a circulação de grande quantidade de dinheiro fruto da negociação entre os clubes quando abre a temporada de transfêrencia de atletas, arrecadação das bilheterias nos estádios, venda dos direitos de transmissão via televisão e rádio, venda do símbolo dos clubes como camisetas, bandeiras, faixas, adesivos, patrocínio de grandes empresas entre outros. Nesse mesmo contexto tornam-se cada vez mais acirradas a disputa para obter-se maior êxito, vencer, abocanhar títulos, avançar no rancking das equipes apontando assim seu acesso ou descenso durante as competições regionais. Em curso, no estado, o Campeonato Paulista de Futebol reúne vinte equipes. Nessa composição encontramos as principais agremiações como São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos e os coadjuvantes Mirassol Futebol Clube e o Oeste Futebol Clube. Na oitava rodada da competição é possível observar quem avança na briga pelo título do campeonato paulista. Entre eles Palmeiras, Corinthians e São Paulo. Revivendo mais uma vez emocionante disputa futebolistica.
Pois é, amigos leitores do meu eclético e poético blog. Nesse festivo cenário esportivo e baseado em uma breve e singela análise sócio-antropológica me arrogo a tecer aqui nesse espaço democrático-revoloucionário comentários sobre o comportamento, as idéias, algumas afirmações, e até calúnias absurdas ouvidas aqui e ali sobre o futebol, seus clubes e sobre o que diz respeito a essa acirrada disputa pela vitória e a conquista de títulos, títulos e títulos.
De um lado o São Paulo Futebol Clube, fundado em 1930 e refundado em 1935 após breve período de inatividade. É destacadamente um dos principais clubes esportivos do páis e do mundo. Possuir também grande tradição no boxe, atletismo, vôlei e ginástica artística. No âmbito nacional, o São Paulo Futebol Clube só não figura em primeiro lugar no rancking da CBF. Já pelas classificações da revista Placar e Folha de São Paulo ele aparece em primeiro.
Do outro o Sport Club Corinthians Paulista. Um dos principais clubes desportivos do Brasil. Fundado em 1º de setembro de 1910 no bairro do Bom Retiro por um grupo de operários (leia atentamente operários!). Também ao longo dos anos o clube se desenvolveu e passou a competir em outras modalidades. Possui a segunda maior torcida do país com aproximadamente 31 milhões de “malucos por ti”, foi o primeiro clube de São Paulo a abrir espaço para pessoas de origem mais humilde além de jogadores negros preteridos por associações elitistas e sugere-se até mesmo racistas, fato que se freflete em alguns de seus apelidos: clube dos operários e ou clube do povo.
Não é difícil notar e, longe de ser demagogo ambas equipes possuiem valorosa história de conquistas e protagonizaram entre si e com outras equipes ao longo desses anos partidas memoráveis. Assim sendo, onde está o problema e qual é comentário que se pretender fazer? Pois bem. Ao meu ver a inutilidade de alguns discursos pré-estabelecidos e com frases decoradas escorrega sorrateira mas de forma contundente através do campo da incompreensão do quão valor tem o futebol, o que significa e sob a importância de sua prática esportiva, cidadã, sadia e de estímulo à competitição. Caminha em direção obscura e quem sabe torcer apenas contra e que nada há além do que os pelos de seu próprio umbigo. Há anos o Sport Clube Corinthias Paulista tem sido digamos avacalhado por uma meismice tola, fulgaz e sem sentido. Há aqueles que afirmam não (re)conhecer a história do Timão devido ao fato do mesmo não apontar entre os maiores ganhadores de títulos regionais, nacional e internacional. Sobretudo esse último e é difícil crer que em numa sociedade constituída e capaz de se afirmar civilizada possa haver espaço para pensamento tão pequeno, incipiente e desprovido de qualquer base histórica.
Devemos enaltecer o São Paulo ou qualquer outra equipe por suas conquistas? Sim, é evidente que sim. Afinal o contrário disso seria vibrar com felicidade plena quando a conquista cabe ao nosso clube, ao nosso amado clube. Seja ele qual for. Mas é de fato sem graça, inútil e sem sal avaliar a capacidade de um time de futebol somente por sua habilidade ou competência coletiva em abocanhar títulos e mais títulos. Afinal o que se sugere então é que o mais importante é vencer do que competir e o resultado dessa equação é um bom e sonoro foda-se ao Barão de Coubertin ou qualquer outro que defenda a farta sorte de pertencer à uma equipe de ponta como o Timão.
Isso me faz deduzir que o torcedor alheio não deve jamais ser penalizado por conta das vitórias de massa, populares e emblemáticas pelo elitizado e inútil pensamento único do sucesso de seu opositor ou adversário em campo. Todos aqueles que supõem-se vencedores são tão eternos como o voô de uma borboleta que ao sair do seu casulo paridor sabe institivamente do fim próximo. O menosprezo ao “perdedor”, porque no futebol não pode e não há perdedores, é apenas sinônimo rebuscado de uma sociedade criada, doutrinada e determinada a vencer e a ter, sem nada ser. E vencer nesse caso inutil e infantilmente. O arrogo pertinente das falas inúteis a que me refiro fruto descolado dos títulos conquistados pelo seu opnoente nao servirão no momento da derrota. Restara apenas sua arrogância e ausência de preparo para conviver com ela. Daí o surgimento em não raros casos de agressão verbal e física. Nesse último caso onde até mesmo a vida perde importância e valor significativo.
Por isso um apêlo aos anti-Corinthianos de plantão. Mais preocupados com a nação Alvi-Negra, com o destino da nação corinthiana, com a construção do estádio dos sonhos, com o peso do “Gordo”, colocando para corner questões realmente relevantes que estão pipocando no cenário nacional como a despudorada concentração de renda de parte rica da população em detrimento do trabalhador ou com o preço absurdo cobrado nos estádios de futebol, tornano o esporte mais popular do Brasil num palco exclusivista e sem graça. E no mundo com a morte de inocentes na Faixa de Ghaza após brutal ataque das forças do exército israelense. Meu apelo vai também aqueles amantes dessa arte chamada futebol que não sentem pudor ao declarar seu amor ao clube de sua preferência, ao escudo de sua agremiação e que nos ajudem também a promover assim o que mais nos interessa, o que realmente importa. A disputa sadia baseada na capacidade de lutar para tornar sua torcida feliz e no mesmo ímpeto, com humildade e simplicidade, lutar para que possa ser merecedor do respeito da torcida adversária.
Não ao ódio imune ao bom senso e à reflexão. Não a inobservância do papel fundamental do esporte que é crescer, ficar forte e feliz, respeitando a si e a todos. Não creio também que possa ser uma conduta respeitável pela vida humana identificar o torcedor de uma equipe, seja qual for, pela quantidade de dentes que possua em sua boca, pela mansão ou casebre que mora, por sua conta bancária mas simplesmente pelo amor à camisa que veste, pelo amor e dedicação ao seu clube.
...ou como preferirem. Os amigos da St Nichoas School, Fábio e Daniel abraçaram a idéia de trabalhar na última sexta-feira do mês de novembro caracterizados como “Guiba”. Providenciei o emprestimo de dois coletes sociais, ficando por conta deles a camisa branca, calça preta e o bom humor. Os demais funcionários da escola, acostumados ao meu estilo anos 20 ou 30, ficaram surpresos ao verem desfilando pelas dependencias da escola tipos parecidos ao Guiba. Logo não faltou aos mais afeiçoados à nossa equipe de brincalhões do IT – Department (Departamento de Informática e Tecnlogia) a oportunidade de posar para a foto junto com os três “Guibas” soltos naquela sexta-feira
Tornou-se comum entre os membros do IT-Department promover brincadeiras sadias e com muita descontração afim de quebrar um pouco a rígida rotina das roupas sociais e uniformes utilizados durante o ano letivo. Na agenda mensal da escola é reservado a última sexta feira do mês para o “Casual clothers day” - roupa ou uniforme casual. Nesse dia também é feita a arrecadação de doações para projetos sociais em apoio a entidades como “Casa do Zezinho”.
As peripéicas desses funcionários não param por ai! Em junho desse ano eu, Daniel, Fábio, nosso header do departamento Mr Hicth e o professor de geografia George McCombe produziram e apresentaram o Village People cover em jantar de encerramento do ano da escola. Você poderá ter acesso aos

depoimentos (absurdos), ensaios (estanhos) e a íntegra da apresentação realizada no Centro Britânico na página do Youtube.
E penso que isso é só o começo. Virá mais por ai! Até breve...
''Com a participação de 65 Partidos Comunistas e Operários, de 55 países de todas as partes do mundo realizou-se com êxito na cidade de São Paulo, Brasil, entre 21 e 23 de novembro de 2008, o 10º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, tendo como anfitrião o Partido Comunista do Brasil.

O 10º Encontro possibilitou um importante intercâmbio de idéias entre os partidos presentes. O 10º Encontro dos Partidos Comunistas e Operários recebeu uma mensagem do presidente da República Federativa do Brasil, companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, expressando “reconhecimento à luta de todos vocês em defesa dos trabalhadores e do povo pobre” e a “seu empenho pela construção de uma nova ordem econômica internacional”. O 10º Encontro se realizou em meio a uma grave crise do capitalismo, tema que freqüentou o conjunto das intervenções. Elas ressaltaram, como ponto comum, a natureza estrutural e sistêmica da crise, fenômeno próprio do desenvolvimento capitalista, que foi intensificado pela financeirização neoliberal que marcou o capitalismo nas últimas décadas. A crise atual demonstra a completa falência e o colapso do neoliberalismo. Mas não representa o fim automático do capitalismo; ao contrário, as burguesias dos países centrais tratam de pôr em marcha uma operação de “salvação” do capitalismo. Tais medidas não darão um rumo virtuoso ao sistema; pelo contrário, visam fazer com que os trabalhadores paguem novamente a conta da crise.
A crise do capitalismo deita por terra a proclamação do capital, de que a contra-revolução de 1989-1991 seria definitiva e irreversível. Ela expressa e patenteia os limites desse sistema social e a necessidade de sua superação revolucionária. Sobre a questão da crise do capitalismo, os 65 partidos lançaram a Proclamação de São Paulo que aponta que o socialismo é a alternativa. Muitos partidos destacaram, como fato positivo, a crescente contestação à hegemonia norte-americana sobre o planeta, e que o mundo ingressa numa etapa de fortalecimento da luta antiimperialista, pela independência, desenvolvimento e progresso social dos povos e das nações.
Nesse sentido, alguns Partidos destacaram a importância do surgimento de novas coalizões de países em desenvolvimentos, tais como, por exemplo, o IBAS, fórum trilateral que reúne Índia, Brasil e África do Sul e as reuniões regulares dos BRIC’s (Brasil, Rússia, Índia e China), como expressões de uma revigorada unidade sul-sul. Para os Partidos Comunistas e Operários, a crise reforça a necessidade de pôr em primeiro plano a transição ao socialismo, e de intensificar a luta de idéias junto ao povo, num momento em que os limites do capitalismo vêm à luz. Os partidos presentes ressaltaram o simbolismo e a importância de o Encontro ocorrer pela primeira vez na América Latina, marcando a internacionalização dos processos destas reuniões anuais, e tendo em vista que esta região se tornou um importante pólo de resistência antineoliberal e antiimperialista. O 10º Encontro aprovou uma Declaração em Solidariedade aos Povos da América Latina, celebrando o ascenso das lutas populares e as vitórias alcançadas por forças democráticas, progressistas e antiimperialistas, entre elas os comunistas.

A diretoria do São Paulo Futebol Clube presenteou o candidato eleito, Gilberto Kassab do DEM (ex-PFL) com camiseta comemorativa alusiva à sua vitória sobre Marta Suplicy (PT). Produzida especialmente para o prefeito são-paulino. Leva o seu nome às costas e tem o número 60,72%, referente ao número de votos válidos recebidos nas urnas paulistanas conforme divulgado pela internet.
A que ponto chegamos! Ou a que ponto iremos chegar? Pessoalmente tenho grandes amigos e amigas que são-paulinos, não só votaram na candidata Marta Suplicy como tem motivos e conhecimento o bastante para saber o que representa a vitória conservadora do candidato do DEM na cidade de São Paulo. O feito da diretoria são-paulina foi no mínimo de mau gosto, tacanho. Sem dizer que trata de uma das mais débeis atitudes contra o esporte brasileiro. Corinthianos, São Paulinos, Flamenguistas, Palmeirenses, Vascaínos...etc são agremiações, clubes formado por homens e mulheres que unidos em torno do escudo e da hitória de seu time para torcer, ir ao estádio, levar os filhos e festejar vitórias ou sofrer com as derrotas. Acho que já é o bastante ver no futebol a insígnia do merchandising que associa futebol ao consumo de bebidas ou a conquista de belas mulheres.
Agora o fim da picada! Se o que vale aqui é dar cara e forma ideológica aos times de futebol, no país do futebol, então que tratemos logo de criar o Comunistas Futebol Clube e, claro, construir um estádio com a forma de foice e martelo. Abriremos cada partida com dois hinos. O brasileiro e a internacional. Seria o máximo! Do outro lado por sua vez teríamos o estádio do Neoliberal Futebol Clube que bem pode ter seu estádio construído com dinheiro da elite na forma de cifrão que indica unidade monetária e a razão da existência desse simulacro chamado capital. Sua torcida seriam os apoiadores do DEM e conservadores de plantão que nesse momento vislubram um fértil território para cultivar caminho para 2010. Será que o próximo candidato conservador a presidência da república será são-paulino?
E como se não bastasse o goleiro do São Paulo, Rogério Ceni encontra coesão nesse ato insano e desprovido de qualquer respeito à equipe ou bom senso. É que o são-paulino tem por hábito desferir críticas ao governo Lula, sobretudo ao projeto Bola Família que, segundo ele: “é muito legal se for o complemento do salário de um cidadão brasileiro’, mas estaria sendo um incentivo para que a população pobre não procure emprego.” Interessante!
Em primeiro lugar: que salário? Se boa parte da população brasileireira economicamente ativa esteve fora dos bolsões de emprego amargando perdas irrecuperáveis ao logo de pelo menos três décadas de governos entreguistas. Em segundo lugar: quem pode falar de trabalho se vive de especular a bolsa e as mamatas a expeculação financiera, vivendo confortavelmente da exploração (ou será expropriação) da força de trabalho do cidadão homem ou mulher? Esse indíviduo sabe realmente o que significa trabalho? E por último peço ao Rogério Ceni, à diretoria do São Paulo Futebol Clube e a qualquer cidadão do bem ou do mau que leia na íntegra matéria do Le Monde de 18 de setembro de 2008 que exalta e enche de elogios a “mais bem-sucedida das iniciativas sociais do governo Lula: o programa ‘Bolsa Família’”. De acordo com o tradicional diário francês, “o Bolsa Família acabou juntando diversos mecanismos de ajuda. Ele é atualmente o maior programa em todo mundo de transferência de dinheiro em proveito de famílias pobres”.
Bem aí sabemos que quando são criados programas de redistribuição de renda de fato estamos ainda longe da extinção das políticas compesatórias. Mas como bem observado pelo jornal francês o Bolsa Família nasceu verde, com erros e que foram corrigidos com o tempo. Mas esse negócio de destinar dinheiro aos pobres incomoda muita gente. E a mimo que incomoda e deveria incomodar a todos é ver uma galera insana pelejando para descaracterizar a luta pela emancipação do homem trabalhador e dar cara ideológica ao esporte. Instrumento esse que deve levar o homem ao caminho de uma vida mais duradoura e saudável, permitir a competição, alcançar objetivos através da vitória justa e merecida e ostentar na camiseta seu simbolo, suas estrelas e sua história mas não a propaganda viscosa e sem graça da direita conservadora. Aos amigos são-paulinos de esquerda toda minha consideração e respeito. Aos promotores dessa piada de mau gosto um alerta! Não queiram também destruir o grande e honrado patrinômino do nosso esporte, alcançado com tanta luta e dedicação. Querem pessoalmente apoiar tal ou qual candidato. Por favor, façam-no como manda o direito democrático de livre escolha. Mas não joguem na lama a história do São Paulo ou de qualquer equipe seja de futebol ou de bolinha de gude!